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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

AGUA ...

De vez em quando, a água, por natureza cristalina, de lindas praias existentes na região dos afetos fica turva por detritos emocionais acumulados, nossos e alheios. 

Às vezes, é possível percebê-los e até identificá-los na superfície. 
Outras, não. Só o que dá pra perceber é a transparência prejudicada. 
O desconforto que nem mesmo a massagem das ondas consegue desmanchar. 
A espontaneidade que desaprendeu a fluir. 
Um aperto meio doído na garganta dos instantes compartilhados.

                                                            BY ANA JÁCOMO

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